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Cerca de 117 gêneros de escorpiões já foram identificados no mundo, os quais subdividem-se em cerca de 1.500 espécies. Embora sejam venenosos e peçonhentos, em todas as espécies representam riscos à saúde pública. A picada é muito dolorosa, realizada através do ferrão que se localiza em sua extremidade final. Os escorpiões habitam áreas de clima quente, nas zonas tropicais e subtropicais, além de regiões áridas com muito pedregulho, que proporcionam esconderijo e proteção. Seu alimento preferido são as baratas, mas os grilos e as aranhas também são apreciados. Preferem caçar seu alimento do que recebê-lo morto, mas possuem uma particularidade importante: podem viver até um ano sem se alimentar. Desta forma, adaptam-se facilmente às condições adversas e conseguem sobreviver em esgotos, entulhos, pilhas de madeiras, pilhas de tijolos ou de telhas, cemitérios, abrigos nos domicílios, caixas de fiação elétrica, conduítes, entre outros.
Os escorpiões apresentam uma longevidade que varia entre três e quatro anos, período durante o qual geram de 15 a 30 filhos. O tityus serrulalus, o conhecido escorpião amarelho, se reproduz por partenogênese (não necessita do macho para procriar).
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O veneno do escorpião pode matar crianças e idosos que estiverem com a saúde debilitada e o tratamento dever ser feito com soro anti-escopiônico. No Brasil, existem três espécies de maior importância : Tityus serrulatus (o escorpião amarelho), Tityus babienses e Tityus stignurus.
Como possuem hábitos noturnos são mais facilmente observados à noite e, para localizá-los, a melhor maneira é fazer uso de uma lanterna de luz ultravioleta, que se reflete nos escorpiões e os torna visíveis, facilitando sua perseguição e captura.
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